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Importar · 10 min de leitura · atualizado 03/11/2026

Importar do Paraguai

Resposta direta

Importar do Paraguai tem quatro canais: bagagem, RTU, remessa postal ou expressa e importação formal. Em todos há tributação brasileira e fiscalização. O que muda é o regime, o limite e a forma de cálculo. Em plataformas do Remessa Conforme, compras até US$ 50 não pagam Imposto de Importação, mas o ICMS incide.

Atualizado em 03/11/2026 · números com fonte na tabela

Números citados — valor, fonte e data
ItemValorFonte
Remessa Conforme — até US$ 50sem Imposto de Importação; ICMS incideExame, com base no programa da Receita · 19/08/2026
Compras fora do Remessa Conformealíquota de 60% de Imposto de ImportaçãoExame · 19/08/2026
Limite de peso na remessa postal internacionalaté 30 kgExame · 19/08/2026
Correios entregando compras de lojas paraguaiasoperação iniciada em 08/2026Agência Brasil · 31/08/2026
Correios — cobertura da operaçãoentrega no Brasil de compras feitas em lojas do ParaguaiJornal do Comércio · 31/08/2026
RTU — norma vigentePortaria ALF/Foz nº 282/2026 (limite e alíquota definidos em norma)Receita Federal · 2026
Direito de arrependimento em compra online7 dias (CDC, art. 49)Exame · 19/08/2026
Câmbio de referência das conversõesUS$ 1 = Gs 5.842,88 = R$ 5,4375cotação do dia do build · 03/11/2026
Cota de isenção — via aérea ou marítimaUS$ 1.000 por passageiro, a cada 30 dias, individual e intransferívelReceita Federal — Guia do Viajante, entrada no Brasil · 03/11/2026
Cota de isenção — via terrestre, fluvial ou lacustreUS$ 500 por passageiro, a cada 30 diasReceita Federal — Guia do Viajante · 03/11/2026
Limites quantitativos da bagagem12 L de bebida alcoólica; 10 maços de cigarro; 25 charutos/cigarrilhas; 250 g de fumoReceita Federal — Guia do Viajante · 03/11/2026
Norma que fixa a cota[UNVERIFIED] a página da Receita não cita o número da norma nem a data de vigênciaReceita Federal — Guia do Viajante (verificação própria) · 03/11/2026
Limite de valor do RTUdefinido em norma, não fixado nesta página[FALTA FONTE: teto vigente do RTU na portaria atualizada] · 03/11/2026
Produto acima dos tetos simplificadosmigra para importação formal: habilitação no comex, classificação fiscal e despacho[FALTA FONTE: teto de valor vigente do RTU e da remessa simplificada] · 03/11/2026

Importar do Paraguai paga imposto?

Paga. Toda mercadoria que entra no Brasil passa por controle aduaneiro e tem tratamento tributário — o que muda entre os canais é o regime, não a existência do tributo. Quem promete importação sem imposto está descrevendo contrabando, não logística.

A confusão nasce de uma exceção real e estreita: em plataformas certificadas no programa Remessa Conforme, compras de até US$ 50 por pessoa física não pagam Imposto de Importação, mas o ICMS continua incidindo. Fora do programa, a alíquota de Imposto de Importação é de 60%, conforme material da Exame sobre o tema, de 19/08/2026.

Ou seja: existe uma faixa de isenção federal para compra pequena em canal certificado, e ela não é a regra geral. A regra geral é tributação.

  • Até US$ 50 em plataforma do Remessa Conforme: sem Imposto de Importação, com ICMS.
  • Fora do programa: 60% de Imposto de Importação.
  • Regra de bagagem: limite e franquia próprios do viajante, por via de entrada.
  • RTU: regime simplificado para lojas habilitadas de fronteira, com teto definido em norma.

Importar do Paraguai para o Brasil: os quatro canais

Bagagem: você é o importador. Viaja, traz o produto e responde pelo limite da via de entrada. A vantagem é o controle sobre o produto; a desvantagem é o limite, o risco de retenção e o fato de o volume ser sempre pequeno.

RTU: o Regime de Tributação Unificada simplifica a tributação de compras em lojas habilitadas de cidades paraguaias de fronteira. O teto e a alíquota estão definidos em norma — a Receita publica a versão vigente, incluindo portarias como a ALF/Foz nº 282/2026. Quem ignora o teto cai na regra geral.

Remessa postal ou expressa: a loja envia, e você recebe em casa. É o canal que mais mudou em 2026, com os Correios passando a entregar no Brasil compras feitas em lojas paraguaias. O limite de peso do serviço postal internacional é de 30 kg, segundo a Exame. Importação formal: para revenda ou valor alto, com habilitação no comex, classificação fiscal e despacho — é o único canal que serve para operação comercial.

Importar do Paraguai vale a pena?

Vale quando a diferença de preço sobrevive à conta completa. A conta completa tem cinco linhas: preço na loja, frete internacional, tributos de importação, ICMS e o custo do risco — garantia, troca, prazo e devolução.

O erro de cálculo mais comum é comparar o preço da loja com o preço da vitrine brasileira. A comparação correta é entre o preço final na sua porta e o preço brasileiro com nota fiscal, garantia e assistência técnica local. Quando a diferença é pequena, a compra internacional tende a não compensar — e há simulação pública que mostra exatamente esse encolhimento em produto eletrônico.

Há ainda a restrição regulatória, que é onde a compra morre sem aviso: produto com radiofrequência depende de homologação da ANATEL, item de saúde depende da ANVISA, brinquedo e produto elétrico caem no Inmetro, e algumas categorias passam pelo Ibama. Preço bom de produto que não entra não é preço bom.

  • Preço na loja + frete + Imposto de Importação + ICMS.
  • Garantia: assistência no Brasil raramente cobre produto importado por conta própria.
  • Prazo total, incluindo desembaraço.
  • Restrição do produto: ANATEL, ANVISA, Inmetro, Ibama.

Importar do Paraguai online: o que muda com os Correios

Desde 08/2026, os Correios passaram a entregar no Brasil compras feitas em lojas do Paraguai, com serviço de remessa internacional e rastreamento — movimento registrado pela Agência Brasil e pelo Jornal do Comércio. Isso aproximou a compra de fronteira do e-commerce comum.

Aproximou, mas não igualou. A operação é importação por remessa e segue as regras de comércio eletrônico internacional: enquadramento no Remessa Conforme ou não, incidência de ICMS, limite de peso e conferência aduaneira. Não existe encomenda que atravesse a alfândega por ser pequena.

O ganho real é de conveniência e de rastreabilidade: você compra de uma loja paraguaia sem viajar, e acompanha o pedido. O ganho não é fiscal.

Importar do Paraguai com CNPJ: quando vira comex

Revender é operação comercial, e operação comercial tem regime próprio: habilitação no comércio exterior, classificação fiscal do produto, tratamento tributário da importação e obrigações acessórias. Bagagem e RTU são desenhados para uso próprio e não servem para revenda.

Essa é a origem da maior parte das apreensões: usar canal de viajante para volume de lojista. A quantidade é o primeiro indício que a fiscalização observa, e três unidades do mesmo item levantam pergunta, enquanto trinta respondem sozinhas.

Para quem quer operar de verdade, o desenho envolve importador habilitado, despachante e regime aduaneiro — não mala maior. O custo de estrutura é maior e a margem é menor do que a planilha informal sugere, mas é o único caminho que escala.

Qual é a cota de bagagem por via de entrada?

A cota de isenção da bagagem acompanhada é de US$ 1.000 por via aérea ou marítima e de US$ 500 por via terrestre, fluvial ou lacustre, por passageiro. A concessão é individual e intransferível — não se soma a cota dos acompanhantes — e vale a cada intervalo de 30 dias, segundo a página de cota de isenção e bagagem do Guia do Viajante da Receita Federal, conferida em 03/11/2026.

Isso muda a conta de quem compra em Ciudad del Este: o viajante de carro trabalha com metade da cota do viajante de avião. E família não multiplica por acordo entre as pessoas — cada uma tem a sua cota, mas nenhuma pode ceder a própria cota para outro passageiro. Quem planeja compra grande em grupo precisa distribuir os bens entre as pessoas, respeitando a cota de cada uma.

Além do valor, há limites quantitativos iguais nas duas vias: 12 litros de bebida alcoólica, 10 maços de cigarro de fabricação estrangeira, 25 charutos ou cigarrilhas e 250 gramas de fumo, conforme a mesma página. Para os demais bens, a Receita fixa quantidade por valor unitário e por número de itens idênticos — na via terrestre o limite de unidades é menor que na aérea.

Duas regras que não dependem de valor: bagagem é para uso próprio, e quantidade é o primeiro indício que a fiscalização observa. Três unidades do mesmo item levantam pergunta; trinta respondem sozinhas.

[UNVERIFIED] A página da Receita declara os valores da cota e os limites quantitativos, mas não cita ali o número da norma nem a data de vigência que os fixam. Publicamos o valor como está na fonte oficial na data da conferência e indicamos o caminho para quem precisa da norma: as portarias e instruções vigentes ficam em normas.receita.fazenda.gov.br. Se a cota for alterada depois de 03/11/2026, esta página fica desatualizada até a próxima conferência.

O que muda quando o produto é caro?

Acima dos tetos dos regimes simplificados, a operação deixa de caber em canal de viajante ou de remessa e passa a exigir importação formal: habilitação no comércio exterior, classificação fiscal do produto, despacho aduaneiro e tributação própria da operação. É a linha que separa conveniência de comex.

O caso que mais aparece na caixa de entrada é o de um aparelho na casa dos milhares de dólares — celular topo de linha, notebook, equipamento. A resposta correta não é uma alíquota única: é que o enquadramento depende do teto vigente de cada regime, e esses tetos estão em norma que esta página não fixa. [FALTA FONTE: teto de valor a partir do qual a operação deixa de caber em regime simplificado — RTU e remessa — com data de vigência]

O que dá para afirmar sem número: quanto maior o valor, menos o canal de viajante serve, e mais o custo de estrutura aparece. Importação formal tem custo fixo por operação — despachante, taxa, armazenagem — que só se dilui em volume. Uma unidade cara raramente compensa; um lote, às vezes.

E há o risco regulatório, que não escala com o preço: produto com radiofrequência depende de homologação, item de saúde depende da ANVISA, e há categorias que passam por Inmetro e Ibama. Produto caro que não entra é prejuízo grande, não pequeno.

Quanto custa importar do Paraguai?

A conta tem cinco linhas: preço na loja, frete internacional, Imposto de Importação, ICMS e o custo do risco — garantia, troca, devolução e prazo. Nenhuma é opcional, e é nas duas últimas que a comparação costuma falhar, porque elas não aparecem em calculadora de site de loja.

A alíquota federal depende do canal. Em plataforma certificada no Remessa Conforme, compras de até US$ 50 por pessoa física ficam sem Imposto de Importação, mas o ICMS incide. Fora do programa, a referência é 60% de Imposto de Importação. Os dois números constam do material da Exame de 19/08/2026 e devem ser reconferidos na Receita na data da compra.

O ICMS é estadual: varia por destino e por regime, e não há valor único para publicar aqui. Some a alíquota do seu estado sobre a base de cálculo da operação antes de comparar preços — quem compara sem imposto está comparando vitrine com vitrine.

E há o limite físico: o serviço postal internacional aceita encomendas de até 30 kg, segundo a Exame. Produto acima disso muda de canal e muda de conta — não é detalhe de transportadora, é definição de regime.

  1. Defina o canal: bagagem, RTU, remessa ou importação formal.
  2. Verifique se a plataforma está no Remessa Conforme e qual é o valor declarado.
  3. Some Imposto de Importação, ICMS e frete ao preço da loja.
  4. Some o custo do risco: garantia, troca, devolução e prazo.
  5. Compare com o preço brasileiro com nota fiscal e assistência local.

O que não pode entrar

  • Alimentos de origem animal sem certificação sanitária.
  • Vegetais, frutas, sementes e mudas sem exigência fitossanitária atendida.
  • Medicamentos sem receita ou em quantidade incompatível com uso pessoal.
  • Réplicas e falsificações de marca, por violação de propriedade intelectual.
  • Produtos com radiofrequência sem homologação, quando exigida.
  • Armas, munições e itens de uso restrito sem autorização do órgão competente.

Perguntas frequentes

Comprar no Paraguai pela internet é legal?

Sim, desde que a mercadoria passe pela fiscalização aduaneira e cumpra as regras de importação. Legalidade não significa isenção: tributos, limites e restrições continuam valendo. Desde 08/2026 os Correios entregam no Brasil compras de lojas paraguaias, e a operação segue as regras de remessa internacional.

Qual é o limite do RTU?

O teto e a alíquota do Regime de Tributação Unificada são definidos em norma e atualizados pela Receita Federal — por isso não fixamos o número aqui. Consulte a página oficial do RTU e a portaria vigente (a ALF/Foz nº 282/2026 é uma das referências publicadas) na data da compra.

Importar do Paraguai paga imposto de 60% sempre?

Não sempre. Os 60% de Imposto de Importação são a referência para compras fora do Remessa Conforme. Em plataformas certificadas, compras de até US$ 50 por pessoa física ficam sem Imposto de Importação, mas o ICMS incide. Bagagem e RTU têm regimes próprios, com limites definidos em norma.

Posso importar para revender usando bagagem?

Não. Bagagem e RTU são desenhados para uso próprio, com limite e finalidade definidos. Revenda é importação comercial: exige habilitação no comex, classificação fiscal e despacho. Usar canal de viajante para volume de loja é a origem da maioria das apreensões.

Qual é a cota de bagagem vinda do Paraguai?

US$ 1.000 por passageiro na via aérea ou marítima e US$ 500 na via terrestre, fluvial ou lacustre, a cada 30 dias, individual e intransferível. Há também limites quantitativos: 12 L de bebida alcoólica, 10 maços de cigarro, 25 charutos e 250 g de fumo. A cota é para uso próprio, não para revenda.

Fontes e verificação

Cada valor desta página foi conferido em 03/11/2026.